O título pode ser meio exagerado, pois gosto é que nem cú ânus cada um tem o seu. Então vou apresentar aqui os jogos que marcaram a minha - mas acredito que também marcou a de vocês.
Quando eu tinha seis anos, vivi um dos momentos mais felizes da minha vida: ganhei um Super Nintendo. Pra falar verdade, primeiro eu ganhei um Mega Drive, mas como eu não achava cartuchos para ele troquei por um videogame até então desconhecido (pelo menos na minha pequena cidade), o aclamado Super Nes.
Apesar de não me lembrar claramente da hora que ganhei, lembro-me dos primeiros jogos que comprei para ele e das vantagens de ser um dos primeiros da cidade a ter esse videogame.
Vou fazer então um pequena lista com os melhores jogos que marcaram minha infância.
Super Mário World
Ter um Super Nintendo e não ter jogado Mário deveria ser considerado um crime, sem direito a fiança. O jogo era (é) simplesmente demais. Com ótimos gráficos para a época e com uma história legal o jogo me fez perder várias horas em castelos e ilhas tentando resgatar uma princesa a qual nem o nome eu sabia.
Tenho muitas histórias pra contar sobre Mário, mas não dar pra contar todas hoje. Quando comprei o videogame e conseqüentemente Mário, foi uma revolução lá em casa. Como na época eu era filho único, tinha todos os brinquedos para mim, mas com a chegada do dito cujo foi diferente. Inexplicavemente (ou não) meus pais também adoraram controlar o encanador bigodudo e seu “cavalinho verde” pelas dezenas de fazes do jogo, e pela primeira vez tive que dividir meu brinquedo favorito.
Lembro uma vez ainda, que eu ouvir falar no bairro, que Mário pegava uma pena e voava. Na época eu nãio sabia quase nada sobre o jogo e ainda estava na primeira ilha, então o máximo que eu conseguia era pegar a “florzinha”. Então eu e meu pai decidimos tentar achar a todo custo a maldita pena, e fazer nosso companheiro voar. Tentamos muito, muito mesmo, mas nossa ignorancia não nos permitiu achar a simples pena. Acreditem ou não, meu pai chegou ao cúmulo de ligar pra Nintendo e perguntar se era verdade a tal história da pena (XD), que eles confirmaram. Passado um tempo solucionamos o mistério e até que enfim fiz Mário e minha imaginação voar.
Superstar Soccer - Deluxe
Depois de Mário, esse foi o jogo que eu mais joguei na minha infância. Na época existiam poucos games de futebol e os que existiam eram tão malfeitos que nem nome os jogadores tinham. Isso mudou com Superstar Soccer (ou quase), o jogo tinha jogadores com nomes reais e dezenas de times, e ainda contavam com “manhas” secretas que quase ninguém conhecia.
Lembro que meus primos vinha pra minha casa e a primeira coisa que faziam era me chamar para jogar Superstar. Tinha um primo meu em específico que era muito foda (no mau sentido). O filho da mãe, toda vez que eu fazia um gol nele, ele resetava o video game e começava a chorar. Muito comédia. O jogo fez tanto sucesso lá em casa, que vários vizinhos que eu nunca tinha conversado na vida foram lá jogar. Minha mãe odiava, dizendo que esses meninos grandes ficavam falando palavrão e gritando (o que não deixava de ser verdade) e que isso me levaria pro mau caminho (o que não deixava de ser verdade).
Mortal Kombat
Mortal Kombat foi um jogo muito importante pra mim, pois ele foi o primeiro jogo violento que joguei, e isso iniciou a comum guerra de pais X videogames. Naquela época não existia essa de que videogame incentivava a violência tinha coisas piores como dizer que era “maquina de fazer doido”, mas sangue e pancadaria ainda não existia.
Por isso Mortal Kombat foi uma revolução. Sua ótima jogabilidade aliada a uma violência sarcástica nunca antes vista, fez da série uma das mais famosas de todos os tempos, tendo versões até para os videogames de última geração. Os íncriveis golpes mortais - os famosos fatalities - eram de longe a maior atração do game, afinal foi a primeira vez que você pode arrancar a cabeça de seu melhor amigo e não ser preso por isso.
Bomberman
Um jogo que não poderia faltar na lista era Bomberman. O jogo dos carinhas que “cagavam” bombas, foi com certeza uma das melhores experiências videogamísticas da minha infância.
O objetivo do jogo era simples. Quatro carinhas que soltavam bombas tinham que se enfrentar em uma plataforma, quebrando tudo que aparecia, até que um encontrase o outro e o matasse ganhando a partida. Parece ser chato, mas quando você começa a jogar não quer parar. Tem ainda o modo multiplayer no qual você poderia chamar seus amigos para jogar e ver quem bombardeava o outro primeiro. Muito bom!
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O texto ficou meio longo por isso vou parar por aqui, não sei se vocês gostaram desse texto meio pessoal - espero que sim - qualquer coisa é só falar.
Estamos com um problema nos comentários, mas já está sendo resolvido.























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